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Museus

O conceito de Museu foi definido, em 2022, pelo ICOM, como: “uma instituição permanente, sem fins lucrativos e ao serviço da sociedade, que pesquisa, coleciona, conserva, interpreta e expõe o património material e imaterial. Abertos ao público, acessíveis e inclusivos, os museus fomentam a diversidade e a sustentabilidade. Com a participação das comunidades , os museus funcionam e comunicam de forma ética e profissional, proporcionando experiências diversas para educação, fruição, reflexão e partilha de conhecimento.” No entanto, trata-se de uma designação não constante, comportando-se de forma volátil e sofrendo à luz da sociedade que a compõe.

A história dos museus, que aqui é apresentada, inicia-se numa época onde a preservação do património, do ponto de vista da identidade do território, se encontrava bem presente nas dinâmicas sociais das comunidades. Em 1915, a necessidade de criação do Museu Municipal de Penamacor, referia-se a uma ideologia nacionalista com vista à salvaguarda e depósito de espólio etnográfico representativo do território.

Mais tarde, em 1949, Mário Pires Bento, ainda com uma perceção de levantamento, salvaguarda e depósito de espólio, mas com um conhecimento diferente aplicado à sua época, propõe a criação do Museu Municipal de Penamacor enquanto detentor de uma linha própria relacionada com o conhecimento arqueológico do território.

No entanto, terá sido nos anos 80, após a realização do I Colóquio de Arqueologia e História do Concelho de Penamacor, que esta realidade se tornou mais presente e ativa com a limpeza inventário e a reposição do espólio arqueológico e etnográfico, criando a estrutura hoje reconhecida como Museu Municipal de Penamacor.

A partir deste momento, e com a alteração das directrizes patrimoniais muncipais, são criados os outros núcleos que aqui se documentam, numa perspectiva de salvaguarda de espólio de cariz arqueológico e etnográfico, como é o caso do Núcleo Museológico da Bemposta e do Museu Paroquial da Aldeia de João Pires, ou no olhar de um ângulo de valorização e dinamização do património edificado reabrem-se a Torre de Menagem e os antigos Paços do Concelho, ou ainda numa tentativa de valorizar e tornar visitável as colecções de Mário Pires Bento, cria-se o museu em seu nome na localidade de Meimoa.

Já em 2021, abre portas, em Penamacor, a Casa da Memória da Medicina Sefardita Ribeiro Sanches, que, inserida na dinâmicas da Rede de Judiarias de Portugal, pretende ser um monumento de homenagem a Ribeiro Sanches, esse ilustre médico penamacorense, mas também a tantos outros físicos judeus que sofreram às mãos do Tribunal do Santo Ofício.

Em suma, estas infraestruturas pretendem expor e valorizar o território através do seu património cultural material e imaterial, investigando, colecionando, conservando, interpretando e expondo o espólio que se encontra à disposição no território, levando o seu trabalho à comunidade, ocupando o seu tempo com a comunidade e para a comunidade.

Conteúdo atualizado em21 de abril de 2026às 14:37